Secção: Comunicação

março 10, 2004

...

Não há erro nenhum, a página do Alfacinha está mesmo sem titulo. Tal como as frequências da ... e da ..., as quais continuam a emitir música, sem nomes, sem palavras, sem alma. Morte lenta e triste esta, a que periodicamente leva todos os projectos que fojem ao mainstream. A Voxx no fundo já era uma re-edição da XFm, e por sua vez esta já era, pelo menos para mim, um consolo depois do desaparecimento da RUT (de boa memória!). A emissão no formato de play-list contínua era já o menor denominador comum, mas mesmo assim, sabia-se que os DJ's tinham critério, e ainda se podia ouvir todos os dias as Galinhas do Saló (mais um, Francisco, mais um que não desiste...), e a Luna representava claramente uma opção ao cheiro a mofo da A2. Como se vem dizendo, repito: e agora?

"Lembras-te, querida?"

Publicado por alfacinha em 11:50 PM , Comentários (3) , TrackBack Secções Comunicação

janeiro 20, 2004

Achismo

O formato mais recente do programa Prós e Contras está de acordo com estes nossos tempos, em que o quarto poder cada vez mais se apresenta como guardião do bem comum. Toda a conversa é condicionada pelo "cutelo" da sondagem prévia e poucos são os convidados que conseguem escapar à ditadura da estatistica. Um dos principais papeis da moderadora é aliás a lembrança, quase constante, aos mais distraídos da "cientificidade" dos estudos. Pior que isto foi a novidade surgida nesta nova versão do programa, a qual consiste na introdução de um "convidado especial" no final do programa que comenta, livremente e sem direito a resposta, o debate. Nas emissões a que assisti foram escolhidos José Manuel Fernandes e Eduardo Dâmaso, respectivamente director e sub-director do Público.

Desde logo me choca a forma escolhida, o "opinion maker" fala no fim, como se fosse detentor da verdade, fazendo opinião e não informação. Depois, se ainda posso aturar JMF (apesar de alguém já lhe ter chamado "picareta falante"...), já o senhor Dâmaso corresponde ao pior modelo dos funcionários que se instalaram na nossa "comunicação social de referência". Nunca consegue descolar de um registo politicamente correcto e mainstream, perfeitamente idêntico a qualquer comentador de café de bairro. Para além disso não sabe falar, começando quase todas as frases por um "Eu acho..." como se toda a gente dependesse do que o senhor Dâmaso acha ou deixa de achar. Pessoalmente estou-me nas tintas para o que ED acha e custa-me ver pessoas que de facto têm trabalhado para o bem comum, pessoas com convicções, sujeitas a este tratamento semana após semana. Condicionadas por todas as sondagens, em permanente sobressalto pela reacção da audiência (palmas e assobios como se fosse um jogo de futebol) e no fim sofrendo o julgamento final por parte de inanidades como este Dâmaso. Arre!

isto é sobre a forma, sobre o conteúdo (de segunda-feira) subscrevo o que diz CAA no Mata-Mouros

Publicado por alfacinha em 11:05 PM , Comentários (3) , TrackBack Secções Comunicação

janeiro 10, 2004

Miserable

Recebi (como provavelmente meio mundo) um mail convidando-me a procurar no Google "miserable failure". O primeiro resultado é a página oficial da Casa Branca com a biografia de George W. Bush. O segundo é a biografia de Jimmy Carter, também da Casa Branca.

Interessante... Dei-me ao trabalho de procurar a razão de ser para este comportamento do motor de busca mais usado no mundo. E, lendo as páginas das biografias, nem sequer aparecem de todo as palavras "miserable" ou "failure", muito menos a expressão. Daí pergunto:

- Será manipulação de quem fez as páginas (Casa Branca)? não faria qualquer sentido...contraproducente mesmo.
- Será manipulação de outrém (por exemplo do 3º classificado: Michael Moore, conhecido activista que não morre de amores por Bush)? se sim, como?
- Será manipulação (ou erro) da Google? não vejo com que objectivo... para além do risco sério de descridibilização.
- Será por acaso? tenho que por a hipótese por honestidade intelectual, mas confesso que não vejo como, apesar de ser tudo menos um especialista em motores de busca.

Uma coisa é certa: a procura no Google é talvez o local mais apetecível, no mundo, para "conduzir rebanhos".

Publicado por alfacinha em 02:25 PM , Comentários (4) , TrackBack Secções Comunicação

janeiro 08, 2004

Sinal dos Tempos

Gostei de, no meio do zapping, dar de caras com José Eduardo Moniz, a tentar justificar o injustificável: as "opções editoriais" do "jornalismo" da TVI (isto devia levar ainda mais aspas...). É reconfortante perceber como "eles" começam a perceber que o crime é capaz de deixar de compensar.

Publicado por alfacinha em 09:29 PM , Comentários (1) , TrackBack Secções Comunicação

dezembro 31, 2003

Tribunal

Nos últimos dias a SIC divulga, em quase todos os noticiários, o alibí de Herman José, com o requinte de testumunhos telefónicos. Chega a ser ridiculo apresentar os detalhes da acusação a HJ e pormenores do alibí, para logo a seguir nos mostrar Souto Moura, que com assertividade relembra a continuação do segredo de justiça. Segundo esta noticia da TSF, o nosso MP é uma cambada de incompetentes. Enfim... Nada de novo.

O que mais me preocupa é a eventualidade da SIC e TSF terem razão. Se, de facto, toda aquela gente (à excepção, claro, de Carlos Silvino, o grande mauzão...) está inocentíssima, então a nossa justiça estará muito doente e necessitar de grande reforma. Se não, se existe mesmo uma investigação séria (mesmo com eventuais injustiças devido à complexidade do processo), como quero crer apesar de toda esta onda, então espero que se aproveite esta excelente ocasião para fazer o que se impõe desde há muito anos: responsabilização da comunicação social. Os media não estão acima da lei.

Publicado por alfacinha em 06:12 PM , Comentários (2) , TrackBack Secções Comunicação

outubro 05, 2003

Balanço

Ao fim de uma semana da nova TSF tento fazer um balanço. Se este for feito através de uma análise fria e racional, a conclusão possível é que muito pouco mudou.

Se não vejamos:

- O essencial da estação continuam a ser os blocos noticiosos de meia em meia hora. Não contei os minutos, mas também não me parece que exista um limitador aos 4 ou aos 6, como se ameaçava. O conteúdo e estilo também não sofreram alterações perceptíveis.
- O fim de alguns espaços (Flashback, Freud e Maquiavel, Grande Júri) foi compensado com novos programas, também de "personalidades" (Margarida Marante, Carlos Pinto Coelho).
- Houve dança das cadeiras nos comentadores, e responsáveis pelos apontamentos humorísticos, como é natural em qualquer nova grelha.
- Não sendo a minha especialidade, não me consta que tenha havido qualquer alteração nos conteúdos desportivos. Não se confirmou a inexistência de directos.

Mas, apesar desta tentativa de análise racional, apesar da continuidade dos Sinais (e sobretudo da presença do seu autor, Fernando Alves), apesar da continuidade do P&T, não consigo deixar de sentir que algo se perdeu. Não sei se é (a minha) resistência à mudança, mas quando hoje ouvia o novo programa de Carlos P. Coelho, não pude evitar a nostalgia das conversas Magno/Amaral Dias e sobretudo Andrade/Magalhães/P. Pereira. Compare-se o estilo de um Carlos Andrade com o de CPC. Onde CA pergunta e argumenta, CPC sugere e ri-se. Nem acho, nunca achei, que a questão se coloque ao nível da ideologia subjacente a qualquer linha editorial da estação. Essa aliás mantem-se. É sintomático que a participação de Francisco Amaral continue nos pequenos (e quanto a mim ensonsos) apontamentos, que encaixariam perfeitamente em qualquer rádio mainstream, e simultaneamente tenha chegado ao fim o acolhimento de um dos últimos (bons) programas de autor, nada, mas mesmo nada, mainstream.

Publicado por alfacinha em 04:19 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação

setembro 17, 2003

Sinais

quem discuta por aqui e por ali sinais horários. Faço como o outro, não são também os meus pipis. São diferentes os sinais da minha nostalgia. Houve um tempo, não foi assim há tanto, em que na abertura do dia, breves palavras faziam toda a diferença. Era mais ou menos à hora em que publico este post. O autor: Fernando Alves.

aqui fica, para os mais saudosistas, o sinal, banda sonora perfeita, que marcava as manhãs desses dias   Anouar Brahem Trio - Astrakan Café (Part 1) - ECM1718 (© 2000 ECM Records GmbH)

Publicado por alfacinha em 09:57 AM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação , Música

setembro 12, 2003

Estatistica

A "razoável protecção da consciência dos editores dos media" de que fala MST (ver post anterior) não os impede de vomitar resultados contraditórios de estudos estatisticos sobre a mesma realidade, com diferença de data de publicação inferior a duas semanas, sem um comentário, ou qualquer esclarecimento, que permita a quem lê entender o fenómeno, ou pelo menos ter noção da disparidade.

No final de Agosto foram divulgados os resultados do Eurobarómetro (Comissão Europeia) que apontavam para uma taxa de utilização de computador de 25% e da internet de 14,8%, na população Portuguesa. Hoje foram conhecidos os dados finais de um inquérito da Unidade de Missão Inovação e Conhecimento (Governamental) que apontam para taxas substancialmente diferentes: 53% de utilizadores de computador e 39% acedendo à internet. Não deixa de ser curioso observar o tom em que estes dados são apresentados, no mesmo orgão de comunicação social. Na noticia de 30 de Agosto, assinada por Ana Ribeiro Rodrigues, diz-se que o "cenário também não é animador", enquanto na de hoje, não assinada, por várias vezes se usa a expressão contrária (veiculada pelo instituto que realizou o inquérito): "Os resultados são animadores". Nem uma linha de referência ao estudo anterior. Fica ao cuidado do leitor avaliar da credibilidade, entre um instituto da Comissão Europeia e um do Governo Português... ou fazer a média (a qual beneficiará de um eventual terceiro estudo, talvez da ONU, que permita desempatar).

Escolhi 2 noticias do mesmo jornal, o Público, as quais provavelmente foram escritas por jornalistas diferentes. Acredito que em outros orgãos de comunicação social se faça o mesmo. E viva a edição.

Publicado por alfacinha em 11:28 AM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação

Eles aí estão

"Até agora, em democracia, tínhamos pelo menos a razoável protecção da consciência dos editores dos 'media' ou, em última análise, o recurso à justiça para reparação das difamações anónimas. Contra a Net e os blogues, porém, nada há que possa defender as pessoas. É a arma perfeita dos cobardes,..."

Diz Miguel Sousa Tavares hoje no Público. Ou seja, alguém (supostamente) informado, afirma (preto no branco) que nada pode a democracia "contra a Net e os blogues". Ficamos a saber que estamos todos fora do âmbito da democracia e da justiça. E o pior é que muita gente é bem capaz de concordar com tal disparate...

Publicado por alfacinha em 10:20 AM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação

agosto 30, 2003

Jornalismo de Investigação

Maria de Belém, Lurdes Pintassilgo e Murteira Nabo Têm Aqui Casas de Férias é o título. E, volto a dizer, os títulos são importantes. Este corresponde ao lado mais negro do (erradamente) chamado Jornalismo de Investigação.

No artigo referido, aproveitando o pretexto de uma reportagem sobre a Praia Grande, faz-se manipulação, que, se não tem objectivos políticos, então é de um descuido fenomenal. Senão vejamos.

Começa-se por apresentar nos dois primeiros parágrafos uma série de nomes directamente ligados ao poder socialista da era Guterres (5 ex-ministros, Murteira Nabo e M. L. Pintassilgo, que não anda longe) como tendo construído casa na zona. Quem leia, fica com ideia que, na época, apenas quem estivesse ligado ao governo poderia construir, já que não existindo PDM, o plano do parque Sintra-Cascais proibia.

Depois, no parágrafo seguinte, como quem não quer a coisa(?), ou seja, a propósito de um restaurante, deixa-se escapar que a autarquia era socialista. O leitor que some 2 + 2, que o "jornalista" não se quer meter nisso.

Falta de rigor, concerteza que os governantes socialistas não serão as únicas figuras públicas a ter construido casa naquele local... Insinuação, não se formula nenhuma acusação nem se referem factos comprovados, apenas uma suspeita vaga, mas grave, quando aplicada a politicos de topo. Tudo muito bem embrulhadinho a apelar à conversa de café: "cá está, isto é uma vergonha, são todos iguais...".

Não sei se houve violação de leis, não sei se houve corrupção, que a existir da forma que é insinuada, seria de uma estupidez atroz, significaria talvez o fim de carreiras politicas de gente importante, e uma crise descomunal no PS. O que sei é que, com este estilo de jornalismo, não vamos a lado nenhum na procura da verdade.

Publicado por alfacinha em 06:39 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação

agosto 15, 2003

TSF. Que posso eu fazer?

Correspondendo à "chamada geral" do Bruno de avatares de um desejo, que sáudo apesar da discordância de métodos, aqui vai mais um post sobre a TSF, reiterando e acrescentado mais qualquer coisa ao que já disse sobre o assunto. A melhor forma de o fazer neste momento é a reprodução do mail de resposta às perguntas colocadas pelo Bruno no mail que enviou a diversos blogs. Aqui vai:

Caros Companheiros,

Eu faço parte daqueles que sentem como grande perda a eventual descaracterização da TSF.

Não posso, no entanto, concordar com a maior parte das actuações propostas pelo nosso amigo Avatares do Desejo (que saúdo vivamente por este gesto, o qual não tenho a menor dúvida, é bem intencionado). Não concordo por 2 razões:

1º Acedendo rapidamente, um pouco em diagonal, aos blogs aqui referidos verifiquei o que já suspeitava, isto é, por um lado cerca de metade deles não refere a questão TSF ou não a refere nos mesmos moldes em que o Avatares (e todos os outros que sentem esta perda) refere, por outro, mesmo entre aqueles que referem a questão não é claro se o fazem pelos mesmos motivos (e isso é relevante). Mais, verifiquei que o debate esquerda-não esquerda provocou mais reacções que o debate actual.

2º Mesmo ontem, a propósito de outro assunto, tive ocasião de escrever um post ("Arte, dizem eles") em que assumia uma posição critica sobre precisamente este tipo de iniciativas, ou seja, manifestações de vontades colectivas, com origem em coisas como a nossa "blogosfera". A "blogosfera" é composta por pessoas com os mais variados interesses. Não faz sentido, a meu ver, constituir, debaixo da capa, hoje em dia politicamente correcta, do "meio de liberdade que é a internet", um qualquer movimento para boicotar seja o que for. Aliás, não acredito em boicotes em sociedades democráticas. Claro que isto é a minha sensibilidade, não leiam nestas palavras nada de imposição ou arrogância. Quem quiser fazer qualquer movimento que o faça, apenas agradeço que não use termos como "a voz da blogosfera". Pelo menos enquanto eu fizer parte dela.

Posto isto, o que é que se pode fazer. Eu penso que o melhor é cada um continuar a defender, o melhor que possa, o seu ponto de vista. Quem se quiser associar, acho muito bem que o faça. Terá a minha simpatia, e até uma eventual participação, desde que haja identificação nos motivos, clareza nos objectivos, recusa de um anonimato ou qualquer máscara do tipo "blogosfera". Mas penso, acima de tudo, que a virtualidade (palavra engraçada com duplo sentido) do que fazemos reside sobretudo na multiplicidade de vozes, de estilos. Os blogs, apesar de alguns serem colectivos são uma ferramenta de expressão individual. Tem um lugar próprio que é a Internet. Pela minha parte não me revejo em coisas como o FSP (ok, isto é polémico mas é, mais uma vez, a minha opinião).

Uma das sugestões avançadas parece-me interessante (não sei se exequivel): participação no fórum (não na bancada central). Ouço muito pouco o fórum, não gosto do tom populista da maior parte do que se lá diz, mas para este efeito parece-me adequado. Se alguém conhecer alguém, ou tiver meios de influenciar a possibilidade do tema lá ser lançado, óptimo. Duvido que isso possa ir em frente. O CVM compreende-me. E eu entendo se os bons profissionais, com responsabilidades de direcção na casa, se recusarem a quaisquer manobras menos claras. Há todavia um risco: que apareçam os do costume e entupam a antena com coisas do género: "a tsf devia passar a ser SÓ o fórum". Aí, sim, pior a emenda que o soneto, como bem diz o Avatares.

Conforme já escrevi, a melhor defesa da TSF passa pela revelação pública de quem são os ouvintes da TSF. Se forem muitos, e se se perceber que ouvem pela linha editorial presente, acredito que a tentação de mudar esmorece. Seja por parte da PT com intuitos comerciais, ou até mesmo por razões politicas.

Continuemos a escrever nos blogs, é para isso que "nos pagam".

Enviado para a mesma lista de blogs resultante do esforço do Bruno. Fiz apenas uma ou duas correcções que não desvirtuam o sentido geral.

Publicado por alfacinha em 01:37 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação

agosto 14, 2003

Teorias presentes e Factos passados

Isto não é uma teoria da conspiração. É um bom exemplo de como se pode falar de uma coisa, coligindo factos, nomeando responsáveis e emitindo uma opinião. Assim sim. Lembro-me bem desta tomada de posição e da solidão do seu autor na época. É aliás uma das razões para a minha recusa da transformação do caso TSF de agora, em complot orquestrado por quem nos governa. Sabendo-se inclusivié do amor que existe entre Emidio Rangel e Morais Sarmento. Não há complot, existe uma tendência para a confusão entre serviço público e serviço do estado.

Eu não disse, e se o texto que escrevi o sugere foi sem intenção, que o Guerra e Pas reclama mais publicidade na TSF. Apenas quis contestar a racionalidade dessa ideia, a ser verdade o que Guerra e Pas diz (e parece saber do que fala).

Lá porque Pacheco Pereira não coloca os links, devidos neste meio, quando se debruça sobre textos de outrém, não quer dizer que os outros façam o mesmo. Eu não faço, não farei, reconheço-lhe o direito de o fazer.

Publicado por alfacinha em 12:53 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação

agosto 13, 2003

Mais???

Não entendo... Você disse mais?? Se aumentar a publicidade na TSF, o que diminuirá, e fortemente, serão as audiências. Disto não tenho qualquer dúvida. Muitas vezes desligo a rádio, precisamente porque a quantidade de anúncios é já demasiada.

Quanto a esta guerra, não me meto nisso. Como cidadão ignorante do que se poderá passar nos bastidores da PT ou TSF, apenas posso dizer qual a credibilidade que esta teoria da conspiração me merece. Nenhuma. Como aliás não me merecem quaisquer teorias apresentadas sem referir dados concretos que as sustentem. Para que não haja equivocos, note-se que não desminto a existência do complot. Apenas me recuso a considerá-lo, até porque penso que não faz sentido. Tendo em conta a informação de que disponho e enquanto não for apresentada a sustentação da teoria. Quando (e se) tal acontecer, discutirei.

Publicado por alfacinha em 10:46 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação

O Silêncio dos Inocentes(?)

Talvez existam estudos de audiência que antecipam quebras caso se mantenha a opção editorial vigente na TSF.

É possível que a maior parte dos ouvintes o seja pela informação sobre trânsito, sobre futebol, pelo populismo do fórum.

Não vejo muita gente à minha volta entusiasmada com o debate político que não tenha como base e objectivo uma desconfiança básica na classe política.

Há um preço a pagar por se ser liberal (no sentido que os blogs do burgo gostam de apregoar). É a aceitação das regras do jogo da liberdade e democracia. Sobretudo quando elas implicam mudanças que não aprovamos.

Eu sou liberal (no tal sentido). Por isso não subscrevo este tipo de afirmações (Glória Fácil):
.O desaparecimento da TSF (repito: enquanto rádio exclusivamente de notícias) representará um sério abalo democrático. Um ataque frontal ao pluralismo informativo português. Porque é completamente diferente ter três estações nacionais com informação ou ter só duas - sendo, ainda por cima, uma do Estado e outra da Igreja. Faço-me entender? É isto que está em causa!.. A minha defesa da manutenção da TSF não tem por base qualquer ideia de que o seu desaparecimento seria um .sério abalo democrático.. Antes pelo contrário, a possibilidade de continuar ou não continuar, é sintoma de democracia.

Pode ser que não exista futuro para esta TSF. Por muito que (me) custe, a hipótese deve ser colocada, nua e crua, em nome da honestidade intelectual. Não necessitamos de recorrer ao velho truque da conspiração do grande capital. Vá lá, já temos maturidade para saber um pouco mais.

O inimigo não é quem queira eventualmente comprar a TSF. O inimigo não tem cor política. Nem teológica.

A quase ausência de manifestações de defesa da TSF nos blogs, não quer dizer que os outros são estúpidos ou moucos. Cada qual escolhe os seus temas, é essa a essência do pluralismo.

Publicado por alfacinha em 05:45 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação

agosto 11, 2003

TSF (de novo e sempre)

Aceitando o repto, em boa hora lançado pela Glória Fácil (em boa hora aparecidos), retomo aqui o tema TSF. Antes de mais, congratulo-me pelo facto de este assunto ter sido reposto na ordem do dia, agora pela mão de gente com autoridade na matéria: jornalistas.

Ao contrário de JPH, compreendo perfeitamente, e saúdo até, a atitude de CVM. É assim que deve ser, pelas razões explicadas pelo próprio. Enquanto o processo decorrer internamente os responsáveis fazem muito bem em manter a reserva. Infelizmente não tem sido esta a prática corrente, com discussões prematuras em praça pública, as quais criam depois situações insustentáveis em que nada se resolve e todos ficam mal. Não me surpreende, antes pelo contrário, que de uma forma geral os (bons) profissionais da estação mantenham uma atitude de reserva. Depreendo que, internamente, tal não suceda. Posso estar a ser ingénuo, admito.

Quem deve discutir abertamente o assunto, somos nós, o público da rádio. Por forma a que se perceba quem é esse público. Pela minha parte não gostaria de ver a TSF transformada numa SIC Mulher, com noticiários pueris, estilo RFM e fóruns destinados ao .público feminino. (seja lá o que isso for).

Tenho a certeza, mesmo sem auxilio estatístico que grande parte das pessoas que ouve a TSF o faz por causa do Flashback, do Pessoal e Transmissível, da Intima Fracção, para citar apenas 3 bons exemplos, sem esquecer obviamente o enquadramento dado pelo rigor noticioso. O grave não seria o fim destes programas, seria o seu desaparecimento e não surgimento de novos de igual calibre, ou o afastamento (voluntário ou não) dos profissionais por eles responsáveis.

Não sei se esta poderá ser uma das micro-causas. Espero que sim.

Publicado por alfacinha em 07:15 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação

agosto 10, 2003

Saudação

Ao Jornalismo e Comunicação pelos retratos do jornalismo de hoje dados pelo escritor de ontem. Eça, pois claro. É lugar-comum, já se sabe, mas com um grande sentido de oportunidade.

Publicado por alfacinha em 02:48 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação

agosto 04, 2003

Este também não é um post sobre os incêndios

Em Espanha contabilizam-se hectares, temperaturas e habitantes evacuados.
Em Portugal detalha-se, até à exaustão, a quantidade de bombeiros por cada fogo.

a propósito, já se sabe quantos bombeiros "desertores" existem em Portugal? ontem na SIC eram 37000, hoje na TVI são 22000...

Publicado por alfacinha em 04:48 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação , Sociedade

Este não é um post sobre os incêndios

Não alinho no coro de indignação que se ouve, a qual vem sobretudo de pessoas que no dia-a-dia, não se preocupam rigorosamente nada com o abandono a que se votam os campos.

Não me parece importante neste momento o apurar de responsabilidades (nem que sejam divinas). É concerteza muito mais sensato, infelizmente não tão mediático, o silêncio dos que nada podem fazer e que se desimpeça o caminho a todos os outros.

Depois, só depois, há todo o tempo do mundo para discutir, para acusar, para gritar.

Publicado por alfacinha em 04:22 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação , Sociedade

Limite

Ainda não se vislumbra o limite. Existirá?

"Reality Show" Norte-americano Ludibria Concorrente

Publicado por alfacinha em 03:23 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação

agosto 02, 2003

Crime

Quem leia hoje o Expresso (já se sabe que não há link...) facilmente conclui quem é o principal responsável pelos fogos florestais: o ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes. Lendo o caderno principal encontrei 3 referências, uma em formato de "pseudo-noticia", um artigo de opinião (de Fernando Madrinha, um dos sub-directores do Expresso) e para concluir o mais baixo dos "Altos & Baixos".

O titulo da "pseudo-noticia" diz tudo "Um crime anunciado". Sem nunca se acusar directamente o ministro, alude-se a "uma autoria politica e a uma autoria técnica que não pode deixar de ser questinada". Esta frase é citada do presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses e no contexto em que aparece, é uma clara manipulação. Qual terá sido o contexto desta afirmação?

Fernando Madrinha ("A indústria do fogo") brinda-nos com pérolas como esta: "De tal forma o país já se habituou a este jogo do faz-de-conta que já pouco se indigna quando ouve o ministro da AI anunciar 'novos métodos' de combate para a próxima época de incêndios e depois percebe que os 'novos métodos' são, afinal, a prevenção que se reclama há décadas, com a limpeza atempada das matas, a abertura de aceiros e de caminhos nas zonas florestais de acesso mais difícil.". Ocorrerá a FM que o "pais que não se indigna" esteja mais preocupado em dar toda a ajuda que possa aos bombeiros, que a juntar mais um fogo a todos os que já existem?

Antes de ler o jornal, tinha acabado de ouvir o próprio ministro na TSF, envolvido que tem estado de facto no combate aos incêndios, para o acendimento e propagação dos quais ele terá contribuido. Ao escutar palavras tão sensatas, tão pouco mediáticas, mas que permitem perceber claramente a diferença entre o populismo das Felgueiras, Portas e Baratas, e a capacidade de dedicação à causa pública de homens como Figueiredo Lopes, só me ocorreu fazer um post de saudação a isso mesmo, mais nada. Depois, lendo o "jornal de referência", o post ganhou outra urgência.

Felizmente vão aparecendo verdadeiras noticias que nos mostram outra realidade.

Publicado por alfacinha em 05:01 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação , Sociedade

julho 30, 2003

TSF II

Manda a verdade que se diga que, apesar do rastilho ser dele, Pedro Mexia, de facto mais que iniciá-la (a polémica), foi um dos primeiros a colocar a questão nos termos adequados, ou seja, a enorme pena que nos faria o desaparecimento "desta" TSF.

Publicado por alfacinha em 12:35 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação

TSF

A polémica entre Pedro Mexia e Carlos Vaz Marques sobre a orientação de esquerda da TSF, corre o risco de fazer esquecer aquela que deveria ser a principal preocupação neste momento de incerteza.

O que esta rádio mais tem feito ao longo de já várias décadas é verdadeiro serviço público. À nossa volta a maioria (o "pais real") recusa o debate, a reflexão, concedendo aos media cada vez mais um estatuto de entretenimento anestésico. Desde o inicio que o projecto TSF não alinhou nesta onda. Foi com muita imaginação e, sobretudo profissionalismo, que se tornou uma referência no panorama radiofónico em Portugal. Um posicionamento político à esquerda, é (tem sido) mais ou menos discreto, e à excepção da cobertura da intervenção no Iraque, quase sempre irrelevante para uma apreciação globalmente muito positiva.

É pois natural que se sinta uma certa angústia perante a demissão de toda uma direcção, em particular Carlos Andrade. O problema não é a demissão, como o próprio CA diz, foi director "mais tempo do que previa", a questão são as circunstâncias que rodeiam todo este episódio, ou seja, a consultadoria de Emidio Rangel com eventuais alterações à matriz fundadora impostas nesse âmbito. Não esquecendo que ER esteve na origem do projecto, todo o seu percurso posterior amplifica a angústia. Por outro lado, e esta é a razão fundamental deste post, a forma repentina como tudo se deu e o silêncio que se sente (até na própria TSF) sobre este assunto, leva-me a intuir o pior. Que não se entenda nada disto como uma negação do estatuto de liberdade que a TSF tem como instituição privada. De todo. É apenas a minha opinião.

A este propósito registo uma pequena nota de um dos "resistentes" Francisco Amaral (como sempre, contra a corrente...) e o trabalho do Jornalismo e Comunicação o qual não tem tido o destaque merecido. Infelizmente tem sido muito mais frequente, nos blogs, a referência à polémica PM/CVM...

Publicado por alfacinha em 12:23 PM , Comentários (1) , TrackBack Secções Comunicação