Quem ganhou em Espanha não foi Zapatero, foram os terroristas. Compreendo a necessidade de contenção nas hostes socialistas, a vergonha sentida nesta hora de derrota da democracia. Toda a histeria dos últimos dias representa a pior das reacções aos atentados e um muito mau prenúncio para o que aí vem. Ricardo Costa, na SIC, exultava e classificava de "fascinante" este volte-face. Mais uma vez o quarto poder esteve do lado errado e tudo indica ter sido decisivo na resultado final, daí o clima de festa que se vive nas catedrais da informação-espectáculo. Luís Delgado, insuspeito de simpatia pelo PSOE, afirmava que "esta é uma lição para todos os governos do mundo". Ou seja, doravante, deixa de ser importante a forma como se governa, aquilo que interessa, nas horas de crise, é corresponder à histeria populista e maniqueísta que julga, condena e executa na praça pública, ao ritmo dos telejornais.
Não há erro nenhum, a página do Alfacinha está mesmo sem titulo. Tal como as frequências da ... e da ..., as quais continuam a emitir música, sem nomes, sem palavras, sem alma. Morte lenta e triste esta, a que periodicamente leva todos os projectos que fojem ao mainstream. A Voxx no fundo já era uma re-edição da XFm, e por sua vez esta já era, pelo menos para mim, um consolo depois do desaparecimento da RUT (de boa memória!). A emissão no formato de play-list contínua era já o menor denominador comum, mas mesmo assim, sabia-se que os DJ's tinham critério, e ainda se podia ouvir todos os dias as Galinhas do Saló (mais um, Francisco, mais um que não desiste...), e a Luna representava claramente uma opção ao cheiro a mofo da A2. Como se vem dizendo, repito: e agora?
Avelino... Guedes... Portas...
Só mesmo estes PP's, tão pequenos, e todavia tão omnipresentes e tentaculares, para dar por mim nestes últimos dias a fazer ámen (salvo seja...) a bloquistas e afins. E não se pode exterminá-los?
Que merda de país este, em que um responsável por uma autarquia (com um longo curriculum do mais reles populismo) faz o que faz, da forma mais pública que se pode imaginar, defendendo no dia seguinte, ter sido "um gesto ponderado" (!!), e nada lhe acontece... Aliás, se apurar os ouvidos, quase posso ouvir, por esses cafés, os comentários divertidos de muita malta que rejubila com este deplorável comportamento.