outubro 22, 2003

Critério

Qual é o critério para a indignação?

António José Teixeira, quando do caso da Filha do Ministro, indignou-se e repetiu até à exaustão a sua indignação pela cunha. Jorge Sampaio nada disse. Tudo isto no fim de semana em que se iniciava a crucial CIG. Nenhum deles proferiu qualquer frase do estilo "o País está distraído", ou seja, o tema mais importante desses dias era mesmo o fait-divers ministerial.

Agora, que se coloca a questão da cunha a outro nível, os papeis inverteram-se. Jorge Sampaio, com aquele arzinho levemente indignado (com "classe" dizem...), decidiu admoestar a populaça, alertando para os verdadeiros problemas do País. AJT, sereníssimo na sua mediocridade, concorda plenamente e agora já só fala da CIG.

Publicado por Carlos em 11:43 AM , Comentários (3) , TrackBack Secções Política , Sociedade

outubro 18, 2003

Autoridade

De que servem declarações indignadas, emocionadas ou frases do género "isto é assunto encerrado!", proferidas pela direcção do PS, ou por João Pedroso, ele próprio responsável pela divulgação de escutas?

Estes senhores estão a ser vítimas do seu (desastroso) comportamento em todo este processo. A única atitude possível para um responsável político ou judicial, envolvido ou não no processo, seria a da contenção e condenação absoluta e inequívoca de toda e qualquer violação do segredo de justiça. Quem não o fez no passado, preferindo enredar-se e alimentar boatos e jornalismo tablóide, ajudando a credibilizar teorias e comportamentos estranhos à necessária dignidade institucional, não pode agora recusar a natural continuação do jogo ou deixar de sofrer as consequências de ter brincado com o fogo.

A reacção corporativa judicial, que se manifesta por exemplo nas declarações do sindicato dos juízes, no segundo acordão da relação, e (aparentemente) está na base desta nova violação do segredo, é lamentável e altamente condenável. O problema é que pessoas como Ferro Rodrigues, Ana Gomes ou João Pedroso, não possuem qualquer autoridade para apontar o dedo. Abdicaram dela em sucessivas declarações e comportamentos.

Publicado por Carlos em 01:10 PM , Comentários (4) , TrackBack Secções Política , Sociedade

outubro 17, 2003

Futuro

"O Brasil tem o seu próprio projecto, tem ideias de futuro. Nós não temos ideias de futuro, não sabemos onde estaremos em 20 anos."

Nós, quem? Os Portugueses, que diariamente continuam a viver, trabalhar, no País em que acreditam, ou ele (Saramago)?

Publicado por Carlos em 09:23 PM , Comentários (1) , TrackBack Secções Apontamentos

outubro 16, 2003

PP(D)-PSL

Tenho andado um pouco afastado, mas felizmente os incansáveis matadores tripeiros apontam o caminho para dois excelentes textos, além, claro, das suas próprias observações sobre as movimentações e trapalhadas desta gentalha dos populismos. Um é da (excelente) Grande Loja do Queijo Limiano, o outro é do Planeta Reboque. Há que ficar atento e não desarmar pois Portugal corre perigo!

Publicado por Carlos em 11:16 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Blogs , Política

Chocado

Manuel Maria Carrilho está chocado com o orçamento. Desvalorizando a redução de 5% do IRC, diz que apenas "beneficia 4 ou 5 mil Portugueses". É com frases destas que se percebe a visão socialista da economia: Arcaica.

Publicado por Carlos em 09:25 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Política

outubro 13, 2003

Ai Ai

Quem não deve não teme. Para já temo, logo se verá se devo ou não.

Recebi uma convocatória dos Serviços de Inspecção Tributária (nome ameaçador...) para prestar esclarecimentos sobre a "aquisição de bem imóvel". Quero crer que o facto da missiva ser oriunda de uma tal "equipa pré-inspectiva" significa não ser ainda definitivo o ter de desistir de qualquer ambição política. Ou será apenas "wishful thinking"?...

Publicado por Carlos em 09:24 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Apontamentos

Ana Gomes II

Enfio a carapuça da "graça inconsequente", mas não me escondo.

A Dra. Ana Gomes, ao apontar o dedo à PGR, e à justiça de uma forma geral, está claramente a polarizar do ponto de vista político o processo Casa Pia. Ao falar quando fala, onde fala e, acima de tudo, implicando a direcção do PS nas suas invectivas, que não se demarcou, antes pelo contrário, esta conclusão é de todo insofismável.

Agora, se a questão é politica, uma pessoa no lugar dela, não pode afirmar o que afirma, ou seja, a suposta "instrumentalização da justiça", sem ir mais além e clarificar o que a leva a tal conclusão. Se não, é pura e simplesmente populismo, o qual, como se sabe, encontra sempre terreno fértil nestas acusações ao poder. Nada disto teria muita importância não fora a já referida implicação da direcção do PS em todo este processo.

Claro que, a prazo, este tipo de comportamento prejudica sobretudo quem o pratica, se não veja-se a (falta de) credibilidade que pessoas como Paulo Portas, têm hoje na sociedade Portuguesa. Mas isso não diminui a irresponsabilidade e gravidade do acto.

A investigação, ou não, das denúncias anónimas, não tem nada a ver com isto. Se fosse essa a questão, Ana Gomes, falaria exactamente disso. E não o fez. Deliberadamente preferiu amplificar a ressonância de denúncias sobre membros do governo, no momento em que todas as atenções estão voltadas para Paulo Pedroso. Porquê esta denúncia, e não outra qualquer?

Publicado por Carlos em 03:05 PM , Comentários (1) , TrackBack Secções Política

outubro 12, 2003

Ana Gomes

A Dra. Ana Gomes é o Paulo Portas do PS. Um elefante em loja de porcelanas.

sem desprimor para os elefantes...

Publicado por Carlos em 08:33 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Apontamentos , Política

Privilegiados

RJP é de facto um privilegiado. Apesar de não residir em Lisboa, como trabalha no centro, e habita na linha de Cascais, perto de uma estação de comboio, pode dar-se ao “luxo” da deslocação pendular em transportes públicos.

Seria interessante fazer uma estatística. Quantos privilegiados se encontram nas mesmas circunstâncias, e tomam uma opção semelhante? Quantos moradores de Algés, Paço d’Arcos, Oeiras, Carcavelos, Parede, Estoril e Cascais, a uma distância humana das respectivas estações, fazem diariamente um percurso semelhante ao de RJP, ou seja, de suas casas para qualquer uma das (muitas) zonas servidas pelo Metro?

Tem razão quando diz que o morador em Tires, trabalhador em Campo de Ourique, não tem a vida fácil. Mas para cada um desses, será fácil encontrar, com certeza, um outro qualquer morador no Cacém, trabalhador em São Sebastião da Pedreira, ou mesmo um que residindo na Pontinha, se desloca diariamente para o Martim Moniz. Assim, sem a estatística, arrisco todavia um palpite empírico que não deverá suscitar muita contestação. Pelo menos metade da população que utiliza o automóvel, entre os arredores e Lisboa, tem à sua disposição uma alternativa semelhante à de RJP. Não a seguem, porque não querem.

De resto o que pensava em Julho, continuo a pensar. A desistência por parte dos utentes não ajuda nada a melhorar a rede de transportes públicos. A Carris atravessa uma crise, essencialmente por isso mesmo, e o Metro tem aumentado a rede sobretudo pela crescente procura. Claro que todas as melhorias são insuficientes. Mas, considerando um cenário de diminuição de utentes, com poucas excepções, não podemos culpabilizar as empresas de transporte pelo actual estado de coisas.

Podemos continuar a achar que a solução passa apenas pela boa canalização do investimento público, e sem dúvida que esse aspecto é importante, casos como a idiotice do túnel do Marquês não ajudam nada, mas não devemos esquecer a variável mais relevante para o sucesso de qualquer empresa: a existência de clientes.

Publicado por Carlos em 12:28 AM , Comentários (0) , TrackBack Secções Sociedade

outubro 11, 2003

Avante

Avante Camarada, avante
Junta a tua à nossa voz!

Publicado por Carlos em 04:38 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Blogs

outubro 10, 2003

Gosto

Tem razão o Filipe do Mar Salgado ao classificar a conversa P&T com António Pinto Ribeiro, como uma pérola. Apesar de só ter ouvido o inicio, ficou-me esta ideia a bailar no pensamento:

"Uma das coisas mais curiosas que acontece entre os públicos Portugueses, curiosas, não necessáriamente positivas, é a falta de diálogo ou de conversa, sobre os espéctaculos, as exposições, ou os filmes que as pessoas vão ver, geralmente ficam-se por 'gostei', 'não gostei', não incorporam aquilo, porque têm medo de falar de si, porque quando nós estamos a falar de uma obra, estamos a falar do nosso gosto, portanto estamos a falar do nosso bilhete de identidade também."

Toda a conversa.

Publicado por Carlos em 09:56 PM , Comentários (1) , TrackBack Secções Citações

Resposta Tardia

Com um mês de atraso aparece uma resposta à pergunta de Paulo Gorjão.

Publicado por Carlos em 12:18 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Política

Referendo

No debate, que decorre neste momento na AR, Durão Barroso já por duas vezes, e com muita clareza, disse ser o (eventual) referendo sobre se os Portugueses querem ou não a continuidade do projecto Europeu. Assim mesmo, o projecto, não a constituição. É um perigo, um vicio, a confusão entre a bondade da coisa e a qualidade da coisa.

Este não é o meu referendo.

Publicado por Carlos em 11:57 AM , Comentários (0) , TrackBack Secções Política

outubro 09, 2003

Jacques

Em dia de homenagens a Jacques Brel, aqui vai uma, em lingua não nativa, pela voz de um artista maldito.

Marc Almond, Litany For A Return, do album "Jacques", 1989, Some Bizzare  

"Jacques Brel died in 1978, just as Marc Almond started out as a singer. I'd like to suggest that some of Brel's spirit transferred itself during that October night."

Paul Buck, tradutor da maior parte das canções do disco.

Publicado por Carlos em 03:07 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Música

Segredo

Abriste uma ferida
Fria. No silêncio
No acaso (ocaso?)
do sorriso que esmaecia...
Na escuridão,
Da morte anunciada
Assim,
Na melancolia...

Esquecido...
Das palavras
Da porta que desconhecia
Disse: sim, sei que sim
E adormeci,
Na esteira da eternidade...

Senti:
O frio da solidão
O fio da lâmina
(lágrima)
Que deixaste a correr,
Nas raízes da minha alma!

Criei
Palavras
Incêndio
Do que nos divide
Ou símbolos
Do que nos agride...

Perdi-me
Nas vielas do destino
o cais do pensamento
Na mágoa!
No inferno do que escrevi
(e agora sepulto na água...)

Luís Araújo, Na Margem do Silêncio, não publicado

Publicado por Carlos em 10:03 AM , Comentários (1) , TrackBack Secções Citações

outubro 07, 2003

Notificação

Mais uma novidade neste novo Alfacinha: o envio de um aviso por mail por cada entrada nova. Para os interessados, existe uma caixinha do lado direito, é só preencher com o mail.

Publicado por Carlos em 09:35 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Apontamentos

Regresso

E pronto. A Rita voltou com o seu parapeito. Que bom. O que não nos mata torna-nos mais fortes.

Publicado por Carlos em 08:14 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Blogs

Bem Vindo

ao "novo" Alfacinha!

Na realidade, novo, novo, não é. É apenas uma continuação. Com esforço, e ajuda precisosa, consegui manter o "look & feel" do velho Alfacinha, nesta nova morada.

As novidades:

- Estamos "todos" em Portugal, o que para além dos aspectos patriótico-nacionalistas (que me interessam pouco), permite melhor e mais rápido acesso (e mais barato para alguns também).
- Decidi incluir os comentários on-line. Do lado direito existe uma área com os mais comentados.
- O fantástico sistema de track-back, que apesar de pouco usado ainda, melhora substancialmente as possibilidades de interacção com os outros blogs.
- A categorização dos posts. Chamei-lhe secções e tem também uma área do lado direito para acesso directo.
- Pesquisa em todo o Alfacinha. Também do lado direito.

Publicado por Carlos em 04:25 PM , Comentários (1) , TrackBack Secções Apontamentos

outubro 06, 2003

Olá

O Alfacinha está em mudanças. Enquanto não se conclui o processo de importação dos arquivos, continuarei a actualizar o Alfacinha antigo.

Para já fica aqui um grande abraço de agradecimento ao incansável senhorio desta nova casa que tão bem sabe acolher quem chega.

Publicado por Carlos em 12:00 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Blogs

Europa, a Dúvida

Se para mim é fácil decidir sobre a questão da realização ou não do referendo, já não se me afigura como tarefa simples o sentido de voto em si. De todas as questões em causa, há uma em particular que me suscita bastantes dúvidas. Refiro-me aos comissários de primeira e de segunda.

Se tivesse que pensar em abstracto tenderia a concordar com a lógica simples que determina uma proporcionalidade entre a representação dos estados e a própria dimensão destes, de acordo com critérios de número de habitantes, dimensão do território ou outros. Imaginemos por um instante que a “nossa” Madeira se tornava independente. Que sentido faria o poder de decisão de uns poucos milhares de habitantes, ter o mesmo peso que países como a Espanha, ou a Holanda?

O problema é que a questão, além de não ser colocada em abstracto, Portugal é um dos “países pequenos”, não pode ser desligada do comportamento concreto que os “países grandes” (Alemanha, França, Inglaterra) têm tido, em particular nas últimas semanas. Todos os sinais apontam no sentido da efectivação do directório. Para além das cimeiras particulares, do próprio processo de criação do texto constitucional, surge agora uma repugnante chantagem sugerindo um eventual condicionamento dos fundos à aprovação do texto. Reconheço todavia que esta perspectiva é muito influenciada pela minha condição de “cidadão de país pequeno”. Quero dizer, emocional.

Talvez a (minha) decisão possa passar por tentar perceber que Europa gostaria de ter. Se a resposta for “Europa-comunitária-regida-por-tratados-internacionais”, então continuará a fazer todo o sentido o igualitarismo de comissários. Se por outro lado pensar que, mais tarde ou mais cedo, avançaremos para uma fusão dos estados (não uma federação), então talvez a melhor solução seja mesmo a representatividade proporcional. Nesta nova equação há uma possível reconciliação entre a emoção e a lógica, já que prefiro a primeira alternativa, não por qualquer raciocínio fundamentado mas pura e simplesmente por intuição.

Publicado por Carlos em 11:21 AM , Comentários (0) , TrackBack Secções Política

Europa, o Referendo

Por paradoxal que possa parecer penso que a própria essência da democracia representativa exige a realização do referendo sobre a nova Europa. A nossa assembleia, e provavelmente qualquer uma das restantes, não foi mandatada para decidir sobre o próprio sistema de poder em vigor, sobre o que é de competência nacional e aquilo que é supra-nacional. Não está em causa o clássico impedimento constitucional que não permite referendos à própria constituição, está em causa o âmbito da constituição, ela mesma. Como se voltássemos ao tempo da Assembleia Constituinte.

Publicado por Carlos em 11:20 AM , Comentários (0) , TrackBack Secções Política

outubro 05, 2003

Nem de propósito

Estando aqui entretido com templates, arquivos e mudanças de morada, dou com este aviso. É realmente uma tristeza, como diz a Rita, o blog dela era uma pequena pérola, movido a sentimentos, muito para além do nome que assinava (ou da família da dita). Leitor que era, andava para o referir há uns tempos. Agora, já não vale a pena...

Publicado por Carlos em 07:39 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Blogs

Blog Notas

O Alfacinha, seguindo uma tendência de outros, e beneficiando da simpatia do Paulo, está em mudança de instalações. A nova residência está quase pronta, as paredes já estão pintadas (de verde, claro...), e agora só falta mudar para lá o arquivo. Por enquanto continuamos aqui.

Entretanto, ao exportar os arquivos, dei por mim a fazer uma estatistica lateral. Verifico que, nestes 2 meses e 10 dias de blog (ou seja 70 dias):

- Criei 167 entradas, o que dá uma média de 2,4 por dia.
- Escrevi cerca de 30000 palavras o que dá uma média de 428 por dia, e 179 por entrada.
- Coloquei 314 links o que dá uma média de 1,8 por entrada.

Se isto quer dizer alguma coisa, ou não, não faço a menor ideia, mas achei graça aos números.

Publicado por Carlos em 07:10 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Apontamentos , Blogs

Balanço

Ao fim de uma semana da nova TSF tento fazer um balanço. Se este for feito através de uma análise fria e racional, a conclusão possível é que muito pouco mudou.

Se não vejamos:

- O essencial da estação continuam a ser os blocos noticiosos de meia em meia hora. Não contei os minutos, mas também não me parece que exista um limitador aos 4 ou aos 6, como se ameaçava. O conteúdo e estilo também não sofreram alterações perceptíveis.
- O fim de alguns espaços (Flashback, Freud e Maquiavel, Grande Júri) foi compensado com novos programas, também de "personalidades" (Margarida Marante, Carlos Pinto Coelho).
- Houve dança das cadeiras nos comentadores, e responsáveis pelos apontamentos humorísticos, como é natural em qualquer nova grelha.
- Não sendo a minha especialidade, não me consta que tenha havido qualquer alteração nos conteúdos desportivos. Não se confirmou a inexistência de directos.

Mas, apesar desta tentativa de análise racional, apesar da continuidade dos Sinais (e sobretudo da presença do seu autor, Fernando Alves), apesar da continuidade do P&T, não consigo deixar de sentir que algo se perdeu. Não sei se é (a minha) resistência à mudança, mas quando hoje ouvia o novo programa de Carlos P. Coelho, não pude evitar a nostalgia das conversas Magno/Amaral Dias e sobretudo Andrade/Magalhães/P. Pereira. Compare-se o estilo de um Carlos Andrade com o de CPC. Onde CA pergunta e argumenta, CPC sugere e ri-se. Nem acho, nunca achei, que a questão se coloque ao nível da ideologia subjacente a qualquer linha editorial da estação. Essa aliás mantem-se. É sintomático que a participação de Francisco Amaral continue nos pequenos (e quanto a mim ensonsos) apontamentos, que encaixariam perfeitamente em qualquer rádio mainstream, e simultaneamente tenha chegado ao fim o acolhimento de um dos últimos (bons) programas de autor, nada, mas mesmo nada, mainstream.

Publicado por Carlos em 04:19 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Comunicação

outubro 03, 2003

Jardins da Memória


Não há melhor contraponto para a histeria sobre a filha do ministro, que a recordação e partilha de memórias afectivas sobre essa pérola que são os Jardins da Virginia Astley. Vem isto a propósito de uma troca de mimos entre vários ilustres (Homem a Dias, Retorta, Aviz, Terras do Nunca), envolvendo as ditas memórias. Como eu os entendo. E daqui vai uma prenda  para o Francisco, com um pedido de desculpas ao Alberto.




O referido objecto musical, desde sempre conhecido pela sua beleza e raridade (pelo menos em terras Lusitanas), fez-me percorrer, ao longo dos anos 80 as prateleiras do vinil. Só tardiamente a busca foi recompensada. Depois, tive que a reiniciar por via da renovação da colecção para o formato CD. Mais uma vez, difícil tarefa. Um dia, inusitadamente, lá encontrei esta edição. Não é a Japonesa, mas tem um bónus que é Melt the Snow , originalmente editado em 86.



Compreendo o Mário Pires, no seu lamento sobre a inexistência em CD do Hope in a Darkened Heart. O único consolo é que a minha edição em vinil não é de prensagem nacional. De prensagem nacional (saudosa Fundação Atlântica) tenho sim uma magnifica compilação dos Young Marble Giants, chama-se Nipped in The Bud e tem bónus preciosos de mais um dos grupos de boa memória: The Gist. E tem razão o jmf, isto anda tudo ligado. Pelo menos na memória afectiva.


ainda falando em memórias, outra boa foi esse concerto no São Luiz...

Publicado por Carlos em 02:32 PM , Comentários (0) , TrackBack Secções Música

outubro 01, 2003

Muito menos Bruto

Mas muito mais lúcido e argumentativo, Jorge Miranda, na mesma edição do Público, mostra a PAS (ver post anterior) o que pode verdadeiramente mudar. Transcrevo aqui um pequeno excerto, já que o link da edição online é efémero:

"A afirmação do primado do Direito da União em face do Direito dos Estados membros (art. I10º), se entendida de modo a abarcar também as Constituições nacionais, põe em causa, primeiro, os princípios da soberania constituinte dos Estados membros. E depois, afronta a legitimidade democrática (por as Constituições serem todas expressão de vontade popular, manifestada em assembleia constituinte ou em referendo, e na feitura do Direito da União prevalecerem (apesar da intervenção do Parlamento Europeu) típicos órgãos de poder executivo - o Conselho de Ministros e a Comissão - ao arrepio ainda do princípio da separação de poderes."

Publicado por Carlos em 10:51 AM , Comentários (0) , TrackBack Secções Política

Menos Bruto

"Se nada verdadeiramente mudar, não vale a pena o referendo", disse ao Público Pedro Adão e Silva, do Secretariado Nacional do PS. Alguém com este nível de responsabilidade, e supõe-se, informação, devia reflectir bem antes de produzir semelhantes declarações. O grave é que PAS talvez tenha reflectido.

Publicado por Carlos em 10:32 AM , Comentários (0) , TrackBack Secções Política