Não ouvi, ainda, explicações do nosso Governo para se ter prestado à humilhação que é o apoio ao eixo Paris-Berlim. Nem consigo aliás perceber toda esta treta do "realismo". Como é possível ganhar alguma força negocial, cedendo na pior altura? A mensagem que os ministros da UE transmitiram é clara: o cumprimento do pacto só é para levar à letra quando não estiver em causa nenhum dos poderosos. Que raio de pacto é este? Hoje, sinto-me particularmente indignado e muito, mas mesmo muito, decepcionado com esta Europa e em particular com o meu Governo.
Publicado por Carlos em novembro 25, 2003 03:19 PM Secções Política...como alguém disse, a actual posição política do país é... de cócoras. Lamentável, mas autêntico! :-)
Afixado por: João Vaz em novembro 25, 2003 03:23 PMDá ganas de esganar a Ferreira Leite.
Veja o meu blog.
Afixado por: João Norte em novembro 25, 2003 04:21 PMfez-me lembrar um texto incisivo mas muito engraçado que acabei de ver em http://as-barbas-do-hernani.blogspot.com . : )
Afixado por: Veronica em novembro 27, 2003 12:23 AMO Governo já se explicou da sua atitude, invlusivé no Parlamento. A questão é que não existem explicações plausíveis para esta atitude do Governo português, tendo em conta a extrema evidência da velha questão que o Pacto de Estabilidade e Convergência coloca a nu: a existência de dois pesos e duas medidas na UE.
Desta vez, Durão e Ferreira Leite meteram o pé na poça...
Deixe-me sugerir uma pequena alternativa ao seu post -
"A mensagem que os ministros da UE transmitiram é clara:"
Vamos acabar com o "poder de iniciativa" da Comissão quando ele não nos convém. Cerca de dois dias mais tarde a historia repetiu-se(em anexo um artigo de jornal eloquente).
Atenção à nova "Constituição" europeia; só uma Comissão forte pode proteger os pequenos Estados Membros dos diktat dos grandes.
E deixem de culpabilizar os nossos governantes: a autonomia deles para tomarem decisões (mesmo no que respeita aos seus próprios países é cada vez mais pequena
silvavi (Bruxelas)
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La Commission à nouveau ignorée par les ministres
Deux jours après le déclenchement de la crise autour du pacte de stabilité, les ministres européens sont de nouveau passés en force jeudi contre la Commission européenne, en votant une harmonisation de leurs règles d'offres publiques d'achat (OPA) récusée par Bruxelles. Quatorze des 15 Etats membres de l'UE ont voté en faveur du compromis mis sur la table par la présidence italienne de l'Union, à l'exception de l'Espagne qui s'est abstenue, a précisé une source européenne.
Ce résultat suffisait pour que le projet soit adopté, malgré l'opposition affichée jusqu'au bout par la Commission. Après un tour de table infructueux dans la matinée, les ministres européens chargés des questions industrielles et de compétitivité se sont mis d'accord dans l'après-midi à l'issue de leur déjeuner, la Finlande et la Suède se ralliant finalement au compromis.
Le vote des Quinze est un nouveau revers pour l'exécutif européen, après le cinglant désaveu infligé par une majorité des ministres des Finances de la zone euro qui, passant outre les recommandations de Bruxelles, avaient suspendu mardi le pacte de stabilité au bénéfice de l'Allemagne et la France.
Le commissaire au Marché intérieur, Frits Bolkestein, était très amer jeudi après-midi de la décision du Conseil des ministres. Décision qu'il qualifie de « marchandage ». Il a accusé explicitement la France et la Grande-Bretagne d'avoir soutenu l'Allemagne dans son opposition en échange d'une aide de Berlin sur le dossier agricole pour la France et sur le dossier des agences d'intérim pour les Britanniques. Le compromis adopté vide de leur substance deux articles phares de la proposition que Frits Bolkestein avait présentée en octobre 2002. Il rend « optionnelles » les dispositions de ces deux articles, dont l'un empêche les conseils d'administration d'entreprises européennes d'user, sans l'aval des actionnaires, de mécanismes de défense contre des OPA jugées hostiles. Ces mécanismes sont qualifiés de « poison pill » (pilule empoisonnée) parce qu'ils prennent souvent la forme d'une clause dans les statuts de l'entreprise, qui est activée lorsqu'une OPA inamicale est lancée. Il peut s'agir d'une augmentation de capital, souscrite par un allié de l'entreprise, afin de diluer la participation conquise par le « raider ».
Pour que le texte, dont l'idée traîne depuis 15 ans, soit définitivement adopté, le Conseil des ministres et le Parlement européen, qui l'examinera en séance plénière mi-décembre, doivent d'ailleurs encore accorder leurs voix. Un tel scénario n'est pas exclu même en première lecture, selon des sources concordantes. (AFP.)·
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Unquote
Caros amigos,
mas quando é que alguma vez os ditos "Grandes" se
predispuseram a nivelar-se com os "Pequenos" em
questão de privados/públicos interesses ? A História desde sempre nos tem dado lições eloquentes sobre como os «Mais Fortes» condicionam o crescimento dos «Menos Fortes». Aliás, tal como em toda a Natureza os 'pequenos' são o alimento dos 'grandes'- vejamos o caso sintomático do fenómeno "tubarões versus cardumes", como constacta o grande António Vieira,- também no evoluir das Civilizações os mais pequenos povos estão sempre à mercê dos Povos Poderosos. Diria mais, são a razão de ser da sua magnificência. E,a propósito de Vieira, não será por acaso que se apelidam os Grandes de « Tubarões » !
Dedicatória
" por falta de um inventor
perdeu-se um invento
por falta de um invento
perdeu-se um produto
por falta de um produto
perdeu-se uma empresa
por falta de uma empresa
perdeu-se uma fábrica
por falta de uma fábrica
perderam-se milhares de empregos
por falta de milhares de empregos
um país perdeu seu futuro
tudo por falta de um inventor"
autor anónimo
www.invento.web.pt
Afixado por: fernando nogueira gonçalves em dezembro 20, 2003 03:58 PMO país está cinzento, os portugueses andam cinzentos, o fado é cinzento …que me perdoem os fadistas mas, …não há por aí uma marcha?
Afixado por: fernando nogueira gonçalves em janeiro 15, 2004 10:31 PM