Escrevo, para esquecer o silêncio e o lume
E fechar num abraço a curva azul dos teus ombros
Escrevo, mas é (sempre) a luz dos teus lábios
Que ainda trago comigo... E, nas mãos, a forma dos dedos
Que me escreviam, no rosto, Poemas da água e de trigo
Escrevo, só para escutar o rumor do teu riso
Do parapeito da minha solidão. E não ser tarde (ainda)
Para sentir no meu corpo, os rios da tua mão...
Luís Araújo - Na Margem do Silêncio (não publicado, ainda...)
Publicado por Carlos em agosto 10, 2003 12:11 PM Secções Citações