agosto 11, 2003

TSF (de novo e sempre)

Aceitando o repto, em boa hora lançado pela Glória Fácil (em boa hora aparecidos), retomo aqui o tema TSF. Antes de mais, congratulo-me pelo facto de este assunto ter sido reposto na ordem do dia, agora pela mão de gente com autoridade na matéria: jornalistas.

Ao contrário de JPH, compreendo perfeitamente, e saúdo até, a atitude de CVM. É assim que deve ser, pelas razões explicadas pelo próprio. Enquanto o processo decorrer internamente os responsáveis fazem muito bem em manter a reserva. Infelizmente não tem sido esta a prática corrente, com discussões prematuras em praça pública, as quais criam depois situações insustentáveis em que nada se resolve e todos ficam mal. Não me surpreende, antes pelo contrário, que de uma forma geral os (bons) profissionais da estação mantenham uma atitude de reserva. Depreendo que, internamente, tal não suceda. Posso estar a ser ingénuo, admito.

Quem deve discutir abertamente o assunto, somos nós, o público da rádio. Por forma a que se perceba quem é esse público. Pela minha parte não gostaria de ver a TSF transformada numa SIC Mulher, com noticiários pueris, estilo RFM e fóruns destinados ao .público feminino. (seja lá o que isso for).

Tenho a certeza, mesmo sem auxilio estatístico que grande parte das pessoas que ouve a TSF o faz por causa do Flashback, do Pessoal e Transmissível, da Intima Fracção, para citar apenas 3 bons exemplos, sem esquecer obviamente o enquadramento dado pelo rigor noticioso. O grave não seria o fim destes programas, seria o seu desaparecimento e não surgimento de novos de igual calibre, ou o afastamento (voluntário ou não) dos profissionais por eles responsáveis.

Não sei se esta poderá ser uma das micro-causas. Espero que sim.

Publicado por Carlos em agosto 11, 2003 07:15 PM Secções Comunicação
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