Talvez existam estudos de audiência que antecipam quebras caso se mantenha a opção editorial vigente na TSF.
É possível que a maior parte dos ouvintes o seja pela informação sobre trânsito, sobre futebol, pelo populismo do fórum.
Não vejo muita gente à minha volta entusiasmada com o debate político que não tenha como base e objectivo uma desconfiança básica na classe política.
Há um preço a pagar por se ser liberal (no sentido que os blogs do burgo gostam de apregoar). É a aceitação das regras do jogo da liberdade e democracia. Sobretudo quando elas implicam mudanças que não aprovamos.
Eu sou liberal (no tal sentido). Por isso não subscrevo este tipo de afirmações (Glória Fácil):
.O desaparecimento da TSF (repito: enquanto rádio exclusivamente de notícias) representará um sério abalo democrático. Um ataque frontal ao pluralismo informativo português. Porque é completamente diferente ter três estações nacionais com informação ou ter só duas - sendo, ainda por cima, uma do Estado e outra da Igreja. Faço-me entender? É isto que está em causa!.. A minha defesa da manutenção da TSF não tem por base qualquer ideia de que o seu desaparecimento seria um .sério abalo democrático.. Antes pelo contrário, a possibilidade de continuar ou não continuar, é sintoma de democracia.
Pode ser que não exista futuro para esta TSF. Por muito que (me) custe, a hipótese deve ser colocada, nua e crua, em nome da honestidade intelectual. Não necessitamos de recorrer ao velho truque da conspiração do grande capital. Vá lá, já temos maturidade para saber um pouco mais.
O inimigo não é quem queira eventualmente comprar a TSF. O inimigo não tem cor política. Nem teológica.
A quase ausência de manifestações de defesa da TSF nos blogs, não quer dizer que os outros são estúpidos ou moucos. Cada qual escolhe os seus temas, é essa a essência do pluralismo.
Publicado por Carlos em agosto 13, 2003 05:45 PM Secções Comunicação