setembro 30, 2003

Loja do Cidadão

Do desgraçado legado da era de Guterres, ficou como muito positivo, o lançamento das Lojas do Cidadão. Sendo fã desde o início tenho pena que, depois do entusiasmo inicial, não só a rede não se tenha alargado tanto quanto seria de esperar, mas sobretudo que não esteja à vista a concretização do passo seguinte. Este seria a prestação de serviços ao cidadão de forma efectivamente centralizada, em que, para além da proximidade física, fossem criados gabinetes inter-ministeriais.

Um bom exemplo neste domínio são os Centros de Formalidades das Empresas, os quais, à semelhança das LC, permitem aos empresários, tratar de assuntos das empresas num mesmo local. Mas aí, foi dado um passo revolucionário, no que toca à filosofia habitual de atendimento ao público na administração pública. Foi criada, dentro dos CFE, uma área central de recepção do empresário, que não só funciona como recepção para os diferentes serviços (Finanças, Segurança Social, Conservatória, etc), como acompanha o utente em todo o processo, esclarecendo dúvidas, preenchendo formulários e coordenando o atendimento em cada um dos serviços. Nem parece que estamos em Portugal, tal a boa vontade e espírito de verdadeira colaboração que existe. Esta foi pelo menos a minha experiência há uns anos em Lisboa.

Infelizmente as Lojas do Cidadão têm sido noticia apenas pelas repetidas greves, sintoma claro do abandono a que o projecto tem sido dedicado. Se tal se deve ao facto da ideia não ser deste governo, é de lamentar a tacanhez de tal atitude. Esperemos que não, e que as LC apanhem o comboio da desejada reforma.

Publicado por Carlos em setembro 30, 2003 10:16 PM Secções Sociedade
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